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Perigos do verão

Por Marcelo Quinzani

Perigos do verão

Pulgas e carrapatos, leptospirose e hipertermia assombram os pets no período mais quente do ano

Foto: IstockPhoto/ damedeeso

A principal característica do verão brasileiro, em grande parte do país, é o aumento da temperatura. O calor e as fortes chuvas, que juntos resultam em ambientes bastante úmidos, são responsáveis por alguns perigos que o verão oferece para os animais de estimação.

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Ambientes úmidos são propícios para a proliferação de pulgas e carrapatos. A chuva, por sua vez, é responsável por alagamentos, aumentando a disseminação da leptospirose. E, além do perigo oferecido por esses parasitas e das doenças que eles causam, cães e gatos ainda sofrem muito com as altas temperaturas, principalmente em ambientes fechados ou em situações de estresse.

Assim, se enumerarmos os riscos para cães e gatos no verão, podemos destacar a infestações por pulgas e carrapatos, a leptospirose e a hipertermia como principais.

Pulgas e carrapatos

Esses pequenos parasitas encontram na estação mais quente do ano as condições ideais para reprodução, fazendo com que nesse período aconteçam as grandes infestações.

A presença desses parasitas no animal o leva, inicialmente, a ter um grande desconforto e muita coceira, o que pode deixar o animal mais irritado, impaciente e incomodado além de causar, pelo atrito das patas, lesões de pele nas áreas picadas pelo parasita.

Além desse visível desconforto, muitos animais apresentam alergia à picada desses parasitas, podendo desenvolver quadros graves de alergia e irritação da pele, com queda de pelagem, perda de peso e intensa irritabilidade. A pulga geralmente está associada à alergia de pele que alguns cães e gatos podem desenvolver no decorrer da vida. A DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas) é um processo alérgico manifestado na pele dos cães e gatos que entra em contato com o aparelho bucal e a saliva desses insetos. Nesses casos, os tratamentos indicados envolvem antialérgicos e a eliminação dos parasitas do animal e do ambiente utilizando medidas preventivas e dedetização do local onde o pet vive.

Além da irritação da pele causada pela picada dos parasitas, algumas doenças graves podem acometer os animais se as pulgas e os carrapatos estiverem contaminados. As principais doenças que cães e gatos picados por parasitas contaminados podem adquirir são a erlichiose, babesiose, micoplasmose (hemobartonelose), anaplasmose, doença de Lyme, febre maculosa e hepatozoonose.

Além dessas doenças, as pulgas participam efetivamente do ciclo de um parasita intestinal chamado Dipylidium, que incomoda muito cães e gatos e pode causar diarreia e perda de peso. Dentre as doenças transmitidas pela picada de carrapatos contaminados, a babesiose e a erlichiose são as mais comuns no Brasil.

A babesiose acomete em proporção acentuadamente maior os cães em relação aos gatos e é transmitida pela picada ou pela ingestão do “carrapato marrom do cão” (Rhipicephalus sanguineus). Após a infecção, o período de incubação (antes dos sintomas) pode variar de muitos dias até semanas. Esses microrganismos se multiplicam no interior das hemáceas, resultando em processos anêmicos sérios e de difícil tratamento. As transfusões de sangue são recomendadas em animais anêmicos apenas durante o tratamento.

Outra doença muito comum transmitida por carrapatos é a erliquiose, causada pela presença do parasita Erlichia canis. A presença desse parasita na circulação sanguínea de cães e gatos causa febre, dores musculares e articulares, diminuição do número de plaquetas, levando a sangramentos disseminados, com convulsões, anemia e hemorragia. Se não tratada a tempo, muitos animais vêm a óbito. A gravidade dos sintomas varia de acordo com a imunidade do hospedeiro, do organismo envolvido e de infecções concomitantes.

Leptospirose

Essa doença é causada por uma bactéria transmitida pela urina de ratos, que causa graves infecções em um grande número de mamíferos, inclusive no homem. O verão e as épocas de chuvas ajudam a disseminar essa bactéria, que encontra na água das enchentes um veículo para sua sustentação e propagação. Muitos ambientes infestados por ratos, como bueiros, esgotos e terrenos baldios, tornam-se ambientes vulneráveis, pois enchentes, enxurradas e inundações podem ajudar na disseminação do parasita. Assim, é muito comum que quintais e mesmo áreas internas das casas sejam invadidas por água de chuva contaminada. O contato dessa bactéria com feridas cutâneas infecta cães e pessoas, levando a graves quadros de insuficiência renal e hepática.

A prevenção da leptospirose em cães se faz com as vacinações periódicas (anualmente ou semestralmente) e com controle das populações de roedores. Os sintomas mais comuns são apatia, febre, icterícia (mucosas da boca amareladas), urina mais escura e vômitos. A vacinação regular, o controle de roedores e a limpeza do ambiente, deixando-o livre de restos alimentares, de fezes de animais e de lixo ajudam no controle da doença.

Hipertermia

A hipertermia, ou tecnicamente conhecida como “heat stroke”, pode ocorrer tanto em cães quanto em gatos. Apesar disso, é mais comum os cães apresentarem essa elevação de temperatura, principalmente por causa do comportamento típico da espécie e pela interação com o homem, que muitas vezes realiza atividades ao ar livre em horários quentes do dia junto com seu pet. A manutenção da temperatura corpórea nos cães depende muito da respiração, já que a troca de calor é diferente da transpiração da pele humana. Cães não têm essa capacidade de liberar calor pelo suor, assim dependem da respiração para controlar sua temperatura. Por essa razão, é muito comum vermos os cães com a língua para fora e respirando rapidamente. Se o calor for muito intenso, se houver estresse ou mesmo se o cão for braquicéfalo, como o Bulldog, Pug, Shih Tzu, Lhasa Apso, Boston Terrier, Pequinês entre outros, o controle da temperatura por meio da respiração pode ser mais difícil.

A elevação súbita da temperatura gera prejuízos importantes para os sistemas respiratório e circulatório, sendo muitas vezes fatais. Assim, para evitar que o cão tenha hipertermia temos que tomar alguns cuidados como:

-Evitar passeios e atividades físicas nas horas mais quentes do dia. No verão, mesmo nos horários mais frescos, os passeios devem ser mais curtos e sempre em áreas com sombras. Além de levar sempre água fresca para o animal beber durante o passeio.

-Evitar banhos com água quente e o uso de secador quente. Se durante o banho o animal ficar agitado, este deve ser interrompido até que o animal se acalme. É muito comum na tosa ou escovação de pelos embolados que o pet fique estressado por desconforto e dor, deixando-o ofegante e suscetível à hipertemia.

– Nunca deixar o animal em local fechado e quente, muito menos dentro do carro, mesmo que com o vidro aberto.

– Animais que ficam em quintais devem ter sempre uma área protegida do sol e água fresca à vontade.

– Evitar treinamento e atividades físicas intensas no verão.

-Em raças braquicéfalas os cuidados devem ser redobrados

Marcelo Quinzani

Formado pela Unesp de Jaboticabal com Residência em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais pela USP e especialização em Administração Hospitalar pela FGV-SP. Foi Diretor do Pet Care Morumbi até 2018 e hoje responde pela Gerência Comercial e de Cultura voltada para ao Atendimento ao Cliente (Client Experience) da Rede Pet Care

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Por Samia Malas

Conheça um dos mercados mais promissores da medicina veterinária e as vantagens de adquirir uma franquia ao invés de um negócio próprio

O segmento de Fisioterapia Veterinária é uma especialidade relativamente nova na medicina veterinária do Brasil, mas que tem ganhado cada vez mais destaque entre recém-formados em veterinária.

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Como resultado desse crescimento, em 2004, foi fundado o primeiro centro veterinário voltado para a área e em 2006, foi criada a Associação Nacional de Fisioterapia Veterinária (ANFIVET), na qual o médico-veterinário Ricardo S. Lopes é o atual presidente. Fundador da Fisio Care Pet, primeira grande rede de Centros de Reabilitação Animal – sendo que hoje é a maior do Estado de São Paulo – em 2010, Dr. Ricardo é uma das maiores referência em fisioterapia veterinária no mundo, sendo autor do renomado livro Fisiatria em Pequenos Animais, professor convidado em diversas universidades e palestrante em diversos cursos e congressos no Brasil, Chile, México,  Colômbia e Argentina. “Estudamos o processo de franquiabilidade da Fisio Care Pet por 7 meses para que agora, a partir de dezembro de 2020, possamos expandir o negócio para todo o Brasil”, aponta o veterinário que também é fundador da rede Pet Fisio, marca licenciada que capacita e treina profissionais para atendimento de fisioterapia e reabilitação veterinária.

Hoje, a Fisio Care Pet, possui 13 unidades próprias, sendo sete delas em São Paulo Capital, seis em Centros de Reabilitação nas cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, Guarulhos, Jundiaí e duas unidades em Campinas. “A Fisio Care Franchising pode chegar a 200 unidades franqueadas em todo o Brasil, segundo estudo feito por empresa especializada. Porém, nosso objetivo é o crescimento sustentável que garanta a continuidade na qualidade de atendimento e prestação de serviços. Nossa meta é ser a melhor rede de fisioterapia veterinária”, aponta Dr. Ricardo, que teve essa percepção bem clara ao conversar com outros empresários do setor de pet shops que possuem franquia. “Melhorar a performance das unidades existentes é muito mais vantajoso que ter muitas unidades de negócio”, resume.

Filosofia de trabalho

“O melhor tratamento é o diagnostico correto”, diz Dr. Ricardo, que para criar a metodologia da rede, que é única e muito reconhecida no mercado, estudou muito sobre procedimentos nas diferentes áreas que integram a fisioterapia, como ortopedia e neurologia. “Já atendemos mais de 20.000 casos desde 2010 e sempre trabalhamos em conjunto, em equipe, com outros veterinários”, compartilha. Focados no resultado, Dr. Ricardo lista diversos exemplos de como têm conseguido prosperar no segmento. “Nossas unidades têm média 4,8 estrelas e muitas têm 5 estrelas na avaliação do Google. Desde 2015 nosso curso de formação em fisiatra tem vagas esgotadas e fila de espera, mostrando a força da marca na especialidade”, menciona.

Estrutura

Em cada unidade Fisio Care Pet o atendimento é realizado por 19 especialistas que trabalham em equipe, buscando sempre os melhores e atualizados protocolos de tratamento. “Nossa infraestrutura e equipamentos são de primeira qualidade, afinal em todas nossas unidades possuímos esteira aquática, fundamental na reabilitação de pacientes, principalmente em casos de reabilitação neurológica”, enfatiza. Assim, o franqueado terá de seguir todos os processos pré-definidos em termos de estrutura, que envolve equipamentos usados, layout da unidade e quadro da equipe.

Esteira aquática: fundamental na reabilitação de pacientes, principalmente em casos de reabilitação neurológica – Foto: Arquivo Fisio Care Pet

Modelos de franquia

Na rede Fisio Care Pet o franqueado pode optar por dois modelos de negócio:

1.Obter uma unidade completa: com 40 ou 55 metros quadrados, com projeto arquitetônico definido pela rede que auxilia até na escolha do ponto. “Damos preferência para cidades com mais de 150.000 habitantes para montar uma unidade, embora tenhamos duas unidades em cidades com número inferior de habitantes”, completa Dr. Ricardo.

2.Store in store: nesse modelo o franqueado abre sua Fisio Care Pet dentro de hospitais e clínicas em um espaço de 15 a 25 metros quadrados. “Mesmo assim é exigido que se tenha uma esteira aquática, pois a qualidade do serviço é o principal”, enfatiza Dr. Ricardo, que ainda ajuda na procura dos hospitais, faz as reuniões, pois tem maior capacidade de negociação.

Dr. Ricardo em sessão de laserterapia veterinária – Foto: Arquivo Fisio Care Pet

Perfil do franqueado

Antes de tudo, para ser um franqueado da rede, é preciso ter aptidão para administrar um negócio, não basta somente ser um bom profissional, destaca o veterinário. “Também é preciso ter identificação com o segmento, disponibilidade para se dedicar ao negócio, pró atividade, boa capacidade de comunicação, capacidade de seguir processos já estabelecido e formação superior em veterinária – mesmo que tenha um investidor e um veterinário como sócio. Os veterinários que já atuam a domicílio, têm um centro de reabilitação, são recém-formados em busca de uma carreira, clínicas e hospitais veterinários que querem oferecer mais esse serviço também entram no perfil de franqueados. “E acima de tudo, amar os animais”, ressalta Dr. Ricardo.

Diferencial da rede

Dr. Ricardo lista alguns dos diferenciais da rede Fisio Care Pet:

1.Capacitação técnica: oferece treinamentos constantes de ortopedia, neurologia, e outras áreas correlatas à fisioterapia, bem como treinamento de gestão de atendimento ao cliente. “Essas atualizações acontecem às sextas-feiras à tarde, das 14h as 16h”, aponta.

2.Suporte técnico de casos atendidos: o franqueado tem acesso full time para discutir casos com o Dr. Ricardo.

3.Desconto na compra de equipamentos: franqueados têm até 30% de descontos na compra de equipamentos e cursos de capacitação.

4.Inscrição de evento técnico: todo novo franqueado ganha um ingresso para congresso todos os anos.

5.Treinamento técnico: recebem mais de 120 horas de aulas, com mais de 20 professores de diferentes áreas. O treinamento é dividido em 6 módulos e traz temas variados, desde assuntos técnicos até temas inerentes à legislação, estratégia pós-vendas, entre muitos outros. A cada módulo, é feita uma prova em que o candidato deve obter nota mínima de 8 para poder continuar o treinamento. “Tudo é feito de forma muito tranquila e no ritmo do candidato”, assegura Dr. Ricardo. 

6.Gerenciamento das redes sociais: a rede gerencia postagens semanais nas redes sociais, que são bem definidas e direcionadas a obter mais clientes/tutores. “Trabalhamos para obter tráfego orgânico, sem utilizar recursos como o Google Adds. Hoje temos mais de 20 mil seguidores no nosso perfil. Durante a pandemia conseguimos crescer bastante nas redes com lives voltadas para tutores”, acrescenta Dr. Ricardo.

7.Central de agendamento: “temos uma central de agendamento que retira a necessidade da franquia ou de contratar uma recepcionista ou ainda de o veterinário atender a ligação”, aponta Dr. Ricardo.

8.Alto know how prático: ensina processos para que haja atendimento diferenciado, com processos bem estruturados. “O franqueado recebe manuais com mais de 200 páginas com todos os processos que devem ser seguidos”, conta.

9.Verba para realização de eventos: além da inauguração, o franqueado deve fazer uma festa de aniversário anual. “Nos eventos de inauguração faço uma palestra de fisioterapia para os veterinários da cidade e ainda mostro os resultados da Fisio Care Pet, para todos”, aponta Dr. Ricardo, que disponibiliza uma verba anual de 40.000 reais para que o franqueado possa fazer esse evento.

Cão Panqueca em sessão de reabilitação – Foto: Arquivo Fisio Care Pet

Investimento

O valor de aquisição da franquia é de 50.000 reais, pago uma vez só e é válido por 5 anos e para quem já tem um centro de reabilitação o valor é zero.  Nele está incluso capital de giro, equipamentos, cursos, apoio de marketing, enfim, todo o apoio necessário citado acima. “Por mês o franqueado paga royaltie de meio salário mínimo – valor que vai aumentando com o tempo. O período de retorno do investimento é em média de 23 meses, excelente quando se fala em franquia”, revela Dr. Ricardo. Ainda segundo ele, todo o projeto é feito para que o crescimento do franqueado seja escalonado. “Também oferecemos indicação de fornecedores e equipamentos, consultoria técnica e periodicamente há um consultor que visita a unidade e avalia se se está tudo caminhando bem.

Processo de seleção para ser franqueado

O primeiro passo é assistir à apresentação do modelo de negócio. Em seguida, o interessado preenche formulário no site (fisiocarepet.com.br/franquias), marca uma reunião com o Dr. Ricardo para mostrar todos os números e fazer uma projeção financeira. Em seguida, são feitos testes e processos seletivos para ser aprovado. “caso o candidato não conheça, ele visita uma unidade, faz um estágio e recebe a Cof – circular de oferta de franquias e assina um pré-contrato”, conta Dr. Ricardo, sobre processo que demora cerca de 1 mês. A partir daí inicia-se os treinamentos e o processo de estruturação para abrir a empresa.  “Estou à disposição para tirar quaisquer dúvida.

Ricardo S. Lopes: atual presidente da Associação Nacional de Fisioterapia Veterinária (ANFIVET); fundador da Fisio Care Pet e da rede Pet Fisio

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